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Roda de Saberes

Saúde de crianças e adolescentes na era digital

As tecnologias da informação estão transformando o mundo à nossa volta e os comportamentos e relacionamentos de todas as pessoas. Buscar informações e adquirir novos conhecimentos são tarefas quase instantâneas, no clicar do teclado ou no deslizar dos dedos num telefone celular. Crianças e adolescentes fazem parte da era digital e usam os dispositivos, aplicativos, games e a internet cada vez mais em idades precoces e em todos os lugares. Alguns dos pais, também são nativos digitais e não percebem as mudanças ou problemas que vão surgindo, como se tudo já fosse parte da rotina familiar.

Estudos comprovam que a tecnologia influencia comportamentos, modificando hábitos desde a infância, que podem causar prejuízos à saúde; e o uso precoce e de longa duração de jogos online, redes sociais ou diversos aplicativos com filmes e vídeos na internet, por crianças e adolescentes, pode causar dificuldades de socialização e conexão com outras pessoas, dificuldades escolares, aumento da ansiedade, violência, cyberbullying, sedentarismo, problemas que envolvem a sexualidade e maior vulnerabilidade, incluindo pornografia, acesso às redes de pedofilia e exploração sexual online. Além de “brincadeiras” ou “desafios” que podem ocasionar consequências graves.

Pais e educadores precisam aprender como exercer a mediação entre os benefícios e malefícios que têm acompanhado a tecnologia digital. Fundamental é o bom senso e a informação adequada para enfrentar o tema. Recomenda-se:

  • Estabelecer limites de horários: crianças menores de seis anos precisam ser mais protegidas da violência virtual, pois não conseguem separar a fantasia da realidade. Equilibrar as horas de jogos com atividades esportivas também é uma estratégia viável;
  • Manter a liberdade vigiada: monitorar os sites/programas/aplicativos/filmes/vídeos que crianças e adolescentes estão acessando/visitando/trocando mensagens, sobretudo em redes sociais. Dialogar, de acordo com o desenvolvimento e maturidade de cada um, sobre os cuidados com a exposição pessoal.
  • Transmissão de valores: conversar sobre valores familiares e regras de proteção social para o uso saudável das tecnologias. Dessa forma, quando forem confrontadas, a ética familiar será a referência para a criança e o adolescente, além de ensinar a tolerância e o respeito ao próximo.
  • Conversar sobre as regras de uso: sobre segurança e privacidade e sobre nunca compartilhar senhas, fotos ou informações pessoais e contato com pessoas desconhecidas.
  • Desconectar-se um pouco. Dialogar sempre. Aproveitar as oportunidades aos finais de semana e durante as férias para conviver em família, com amigos e dividir momentos de prazer sem o uso da tecnologia, mas com afeto e alegria.

 

Núcleo Psicopedagógico 
Texto adaptado do Manual de Orientação da SBPediatria